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Um pouco mais de Jesus hoje.

Por Jonathan Parnell| 21 de Agosto, 2012 traduzido a partir do site desiringGod.org de John Piper.

Imagine sua vida completamente conformada à imagem de Cristo.

A santificação cessou. Chegou a glorificação. Há perfeito gozo em Jesus a todo momento. Seu caráter inteiro — cada pensamento e sentimento, palavra e ação – completamente saturado com Jesus e com a boa notícia do que ele tem feito. Imagine isso.

E agora lembre que isto não vai acontecer nesta vida. Não uma realidade que atingiremos neste mundo. No entanto, é uma realidade que devemos desejar e nos esforçar em sua direção. Em outras palavras, nós sinceramente visamos um objetivo que não vamos bater, pelo menos não agora, não aqui. Ainda não. É assim que João Calvino explica no Livro III das Institutas.

Água fria nos padrões?

Admitindo que os cristãos não vão chegar a perfeita conformidade com a imagem de Jesus nesta época, Calvino diz que isso não significa que somos chamados à desistência. Nem para aliviar a barra. Explica o reformador, “Por que não é legal para você dividir as coisas com Deus, de tal maneira que se ocupe de algumas coisas que estão prescritas para você por sua Palavra, mas omita parte, de acordo com seu próprio julgamento” (688).

Semelhantes a Cristo, afinal, é o que somos depois. Mais da vida divina de Jesus em nós é o que buscamos. Porém, este tipo de conformidade não é classificada em um desvio padrão (isto é, em um gráfico com altos e baixos).

Não é como se pudéssemos escolher os aspectos da santidade que preferimos. Isso é como dizer que, contanto que estejamos pacientes não precisamos ser gentis. Ou que tomaremos a paz de Cristo mas dispensaremos sua afabilidade. No entanto, é tudo ou nada. Jesus não está dividido. O exemplo diante de nós — e a Imagem na qual todos nós estamos sendo conformados — é uma única pessoa. Moralmente, Jesus é o pacote completo, e nosso chamado não é menos que isso.

Continue correndo

Agora isto pode soar desanimador. A distância entre o que deveríamos ser e o que somos é tão grande, e o progresso que hoje temos (o Espírito Santo ajudou a ser o que é)  é tão lento. Calvino reconhece que vacilamos. Nós coxeamos e rastejamos pelo chão a uma lerda proporção.

Todavia ele acrescenta, tenramente, sólido entusiasmo:

Que cada um de nós, então, proceda de acordo com a medida de sua débil capacidade e se firme sobre a jornada que iniciamos. Ninguém será firmado de forma tão inauspiciosa que diariamente não faça alguns progressos, ainda que sejam pequenos. Portanto, não cessemos, pois, de agir, para que possamos fazer algum progresso incessante no caminho do Senhor. E não desesperemos  pela pequenez de nosso sucesso; pois mesmo que o resultado não corresponda ao desejado, quando hoje ultrapassa ontem, o esforço não foi em vão. Apenas vamos olhar para nossa meta com simplicidade sincera e aspirar ao nosso objetivo, não afetuosamente lisonjeando a nós mesmos, nem desculpando os nossos próprios atos maus, mas com esforço contínuo lutando para este fim: que possamos superar-nos na bondade até atingir a própria bondade . É isso, de fato, que através de todo o curso da vida, buscamos e seguimos. Mas vamos alcançá-lo somente quando formos libertados da fraqueza do corpo, e recebidos na plena comunhão com Ele. (689)

Um pouco mais a cada dia

Cristão, você vai ser como Jesus um dia (1 João 3:2). O corruptível será superado pelo incorruptível e você vai ter a sua imagem com a glória imaculada (1 Coríntios 15:53). Aquele que começou a boa obra em vocês, vai completá-la (Filipenses 1:6). Tão certo como Deus é Deus, ele vai terminar o seu trabalho. E até esse dia chegar, não levantaremos nossos polegares e debandaremos da viagem. “Olhem”, Calvino nos diz, “em direção a nossa meta com simplicidade sincera e aspirem ao nosso objetivo.”

Todos os dias o Pai nos dá outra oportunidade para fazer um pequeno progresso aqui, para ter um pouco mais de Jesus aqui. É mais um dia que ele criou — e no qual ele nos fez para existir — para que possamos saber o que é mais um grau de glória neste mundo. Ele nos reconciliou consigo mesmo em Cristo e “nele há estampado para nós a semelhança daquilo que devemos nos conformar” (686). Embora ele venha a consumar esta conformidade no futuro, vivemos agora para este fim — um pouco mais de Jesus hoje do que ontem. Em seguida, mais amanhã. E, em seguida, mais.

Ó Deus, dá-me um pouco mais de teu Filho hoje.

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Traduzido por Leno Santana.

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