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Ídolo Evangélico

“Onde não há profecia, o povo se corrompe;” (Provérbios 29:18a).

Há mais para se considerar, mas em resumo, o profetismo em Israel surgiu em meio a uma grave depressão espiritual. O sincretismo deu lugar à crise de apostasia, por pelo menos dez das doze tribos ao norte. Os anciãos, os sacerdotes e os reis não guardaram a Lei e prevaricaram em relação ao ensino. Por tabela, toda a nação se viu em um período sombrio e conturbado. A lei se afrouxou, os maus estavam progredindo, a injustiça e a violência só se multiplicavam. Foi em meio a esse contexto que os profetas advertiram e protestaram contra o povo de Deus, que se havia desviado tão depressa, anunciando os desígnios de Deus.

Onde não há teologia, os próprios profetas é que se corrompem – eu ousaria dizer – com relação ao evangelicalismo deste fim do século XX e início do século XXI. Do mesmo modo que o povo levantou um bezerro de ouro logo após grandes manifestações do poder e da revelação de Deus, por rejeitarem a verdade na prática da injustiça, assim as produções e manifestações humanas tem dado origem a bestiais ídolos evangélicos. Uma hidra com uma inscrição em uma das cabeças, na fronte, dizendo: “ego”; na outra cabeça, escrito: “engano”; na outra: “heresias”; em outra: “loucura”; outra: “sensualidade” (ou materialismo); na outra: “perversidade”; e na principal está escrito: “Fé”.

Sim, fé. Tudo o que se tem produzido pela imaginação perversa do coração tem sido chamado de fé. O auto determinismo exacerbado disfarçado sob uma veste de sagrado com pretexto de “promessas” e “bênçãos” supostamente conquistadas por Jesus. Cada um tem contribuído com o que tem e entregue nas mãos de Arão, pra ver “o que sai” desta miscigenação de devaneios, o pacote da fé evangélica, também denominada como o bezerro de ouro.

Bezerro de ouroA falsa teologia, ou a falta dela, produziu um ídolo, um deus manipulável, que atende aos ímpios caprichos humanos, a qual, ainda que cegamente, frenetica e insandecidamente se dirigem a Deus dizendo: “vá até vós o nosso reino; seja feita a nossa vontade”. Um ídolo fantoche feito dos fetiches, que torna seus adoradores semelhantes a ele, fantoches de fetiches. Este ídolo faz com que os seus seguidores busquem a aprovação do Deus verdadeiro, engendrando todo tipo de feitiçaria, misticismo, superstição, pragmatismo e toda espécie de vaidade e egoísmo com o rótulo de santo. Escrevem “santo” no ídolo pagão e apresentam a Deus esperando validação. O demônio por trás deste ídolo se chama incredulidade, e não fé. Mas usa o nome fé por ser mais fácil atrair legiões e alargar mais a porta.

A verdadeira fé em Deus não é esta que busca moldar um deus segundo a imagem e semelhança do homem, um deus manipulado por homens, ainda que em nome de Deus. A fé cristã bíblica nos leva a contemplar Deus agindo na história quer seja para o bem ou para produzir o mal (sofrimento). Deus é imanipulável, incompreensível, inapropriável se não for visto pela fé, se não nos aproximarmos pela fé, se não o recebermos pela fé que nos torna cada vez mais manipuláveis para Ele. Ela cria mais espaços no coração para a habitação do Espírito de Jesus em nós pela fé. Essa confiança nos faz submeter ao Seu domínio, a receber o Seu Reino e Sua justiça, nos torna humildes e sensatos.

Muitos erros são oriundos da ignorância em relação às Escrituras e o poder de Deus. Desejo que os cristãos sejam fortalecidos nessa fé, na Palavra, sim todos nós cristãos. Que sejamos sempre levados a ver o quanto Deus tem feito e nunca esquecer o que já fez. Não perdê-lO de vista. Que seus seguidores pisem os ídolos e os queimem. Os verdadeiros profetas não são honrados em sua própria terra, entre os seus. Do mesmo modo que Deus preservou um remanescente fiel nos tempos da apostasia de Israel e enviou profetas, estou certo que assim o fará novamente, o tem feito. E eu sei que Ele continua a guardar os seus.

O remédio também será o mesmo: conversão. Muitos cristãos precisam se converter e abandonar os ídolos. Se voltar para o nosso Deus que é longânime e bom. Porquanto é generoso, paciente, adia sua justa retribuição, porém não a cancela. Deus nos chama a conversão, pois grandes coisas Ele tem para nós, na verdade a maior delas já nos deu: Seu Filho Jesus Cristo. Ele nos fará ver a luz e a esperança brotar em meio a terra árida.

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