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A Inconveniência da Cruz de Cristo

Por que a cruz de Cristo tem sido um inconveniente para muitos?

A cruz tem sido um inconveniente para a mensagem pregada nos últimos tempos. Ela é motivo de vergonha para muitos, de loucura para outros. Pois na cruz tudo foi exposto. O pecado, a ofensa, a indiferença, a morte, a loucura, a alienação a Deus, a infâmia, o ódio sem causa, o engano, o sacrifício, o amor, a vida, a salvação.

Mas ainda assim, ela é uma inconveniência. Pois nela, Jesus não podia mais ensinar como grande Mestre. Não podia falar de Deus com autoridade que só Ele tinha. Não podia curar enfermos, restaurar a visão aos cegos, nem fazer os paralíticos andarem. Ele não podia mais multiplicar os pães e os peixes para a multidão faminta. Não podia mais transformar água em vinho. Nem fazer os mudos falarem ou os surdos ouvirem; nem expulsar demônios, acalmar o mar e a tempestade; não podia naquela cruz ressuscitar os mortos.

A cruz é uma inconveniência porque todas as necessidades periféricas da humanidade não são mais atendidas prontamente. Ela é desprezada, pois nela Jesus, o Filho de Deus foi crucificado e com ele todas as pífias esperanças e confortos humanos para esta vida passageira. A cruz não “enche barriga”.

O que há agora é um deixar-se assediar pela tentação satânica do: “tudo isto te darei, se prostrado me adorares”. “se você é crente mesmo, transforme essas pedras em pão”. “Seja o show-man, a estrela deslumbrante do espetáculo gospel”. Não querem mais a cruz. Pois na cruz o que há é vergonha e fraqueza, dor e sangue, vida e salvação.

Ah! Mas o que realmente está na cruz é o verdadeiro amor. Ninguém mais vai à cruz, pois desprezado foi o amor de Deus, e ninguém quer pagar este preço. Quando a verdadeira manifestação do amor se fez presente, trataram de arranjar outras definições, outros subterfúgios outras conveniências. Um cristianismo sem cruz a ser carregada, faz com que todos os milagres, todas as manifestações de poder, de fé, de autoridade, de euforia, de celebração sejam nada mais que um ruído, um grunhido, uma folha seca que cai, um galho que bate na janela; pois na cruz se revelou puro amor, o amor de Deus. E sem amor nada me aproveita: tudo não passa de engano e vaidade.

É mais conveniente, pois sem ela não há compromisso, nem envolvimento. Só o que há é o ante-cruz, pré-via-crucis. Fica-se por aqui mesmo com trinta moedas. Ou quem sabe, dizendo “isto de modo nenhum te acontecerá” sem ouvir um “arreda Satanás; pois não tens em mente as coisas de Deus, mas as do homem”. Vez ou outra grita-se: “Solta a Barrabás”. Assim é mais conveniente. Porém se esqueceram que sem cruz não há glória. Sem dor, não há ganho. Sem morte na cruz não há ressurreição dentre os mortos. É como um baú sem tesouro.

Mas o bom era quando não havia cruz. E assim se voltam da luz para as trevas. Da plenitude dos tempos para o tempo da ignorância. Pois foi na cruz que Cristo mostrou quanta autoridade Ele tem para perdoar os pecados, as ofensas, destruir a indiferença, a inimizade, a morte, o ódio, a loucura, a estupidez, anular os sofismas*. E também por ela derramar de suas entranhas o sangue como libação, como Água Viva, como Pão da Vida, como luz perfeita, como sacrifício aceitável, como amor, vida eterna e salvação. É por isso que a cruz de Cristo se tornou uma inconveniência, pois quando a viram a rejeitaram. Jesus disse: “vocês não querem vir a mim para terem vida”. É inconveniência, porquanto não conheceram o Caminho, a Verdade e a Vida.

*Sofisma: Um engano; um erro doutrinado maliciosamente através de uma lógica verdadeira; uma mentira
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