Evangelho

Todo tempo é tempo de conhecer ao Criador

Texto: Eclesiastes 3:1-14

Se pudéssemos resumir as buscas humanas por sentido na vida em três objetivos, que são mais comuns, talvez indicássemos os seguintes: Riqueza, sabedoria (ou poder) e prazer. Mas também encontramos algumas respostas da vida que estão sempre em conflito com este tripé existencial:

– a vaidade, porquanto, pelo trabalho, o homem acumula bens que não poderá usufruir para sempre, mas deixará ao homem que virá depois dele;

– a injustiça, uma vez que todo o bem o qual deseja o homem justo ver satisfeito, é terrivelmente invertido pela astúcia, a qual solapa da terra o direito e implanta a opressão, e assim vê que o ímpio prospera sem que haja impedimento;

– e, por último, a tristeza ou infortúnio. Mas a resposta final a todo ser vivente é a morte. Pois a morte é que põe fim a toda correria da existência humana na tentativa de se agarrar a um sentido nas coisas materiais. Para todos o mesmo destino está reservado: a sepultura.

Salomão usufruiu destas coisas (riqueza, sabedoria e prazer) como nenhum outro homem na terra, observou-as e concluiu: Vaidade de vaidades; tudo é vaidade! Tudo debaixo do sol está submetido ao tempo e ao desgaste. Tanto o sábio como o estulto se encontram na sepultura, assim o rico e o pobre, o patrão e o empregado. O surpreendente é a afirmação de que em tudo isso há a mão de Deus.

Observamos no mundo, lado a lado, coisas que se opõem: morte e vida; choro e alegria; amor e ódio; amizade e inimizade; guerra e paz; e todas as demais épocas para cada coisa que Salomão descreve do verso 2 ao 8. Mas a resposta final não é do pecado nem da morte, nem do diabo. Embora, muitas desventuras sejam por estes incitadas. Mas isso também, por outro lado, não exclui o fato de que Deus é Soberano sobre tudo. Deus criou tudo que existe. E tudo que na vida podemos provar está debaixo da ordem divina na criação.

Fé e desesperoOs aspectos da vida humana foram ordenados por Deus. Não somos vítimas no mundo, seja da dor, seja do sofrimento, mas também não somos reféns do prazer e da alegria. Nenhum ser humano é colocado no mundo debaixo de um sistema que fatal e mecanicamente o conduz ao vazio e ao desespero. Na verdade, “o Pregador” critica isto. Ele pergunta: o que se pode aproveitar de tudo o que o homem realiza? Se dependesse realmente do homem, a vida seria um completo desastre, ou no melhor dos casos, desespero. A realidade é absurda, sem Deus. Há uma constante tensão entre a fé e o desespero como proposta na realidade.

Mas, tudo o que há foi feito formoso por Deus, e todas as coisas são por Ele ordenadas com seu devido tempo. Deus fez tudo perfeito. E, longe de Deus, o homem jamais pode encontrar razão na vida, quer no trabalho, quer no prazer, riqueza, poder ou outra coisa qualquer. A vida lhe parece mais uma colcha de retalhos, um emaranhado de fios que não fazem sentido nenhum. É como se fosse um tapete bordado: de um lado vemos apenas um emaranhado de fios sem propósito ou organização, mas do outro pode ser contemplado uma belíssima obra. Da mesma forma, a vida pode ser encarada e vivida de uma maneira maravilhosa. Quando, apesar de não compreendermos muito bem o que está acontecendo deste lado, sabemos que do outro lado, há um Todo-Sábio e perfeito “Bordador”, que rege todas as coisas para que a nossa alegria, prazer e propósito sejam postas nEle, não “no tapete”, não nas coisas que vemos. Nossa glória e alegria é o Senhor Criador.

Um homem muito doente perguntou para o seu médico, no consultório particular: – Doutor, tenho tanto medo de morrer, diga-me o que há do outro lado?

Calmamente o médico disse: – Eu não sei!

O homem disse: – Você não sabe? Eu achei que você era cristão.

– Sim, eu sou cristão, disse o médico.

– E não sabe o que há do outro lado, indagou o doente.

Neste momento os dois ouviram um som de arranhados na porta dos fundos. O médico abriu a porta e o seu cachorro entrou alegremente, pulando no dono e cheirando tudo.

O médico o pôs para fora e disse ao seu paciente, sorrindo: – Ele nunca entrou aqui antes; não sabia o que tinha neste local, apenas sabia que seu dono estava aqui, e quando a porta se abriu, ele entrou sem medo. Não sei quase nada sobre o outro lado da morte, mas, tenho certeza: “EU SEI QUE MEU SENHOR ESTÁ LÁ E ISSO É SUFICIENTE!”

Todos os momentos da vida podem ser uma oportunidade de conhecer ao Criador. Em todas as coisas Deus pôs um propósito eterno, que não está nas coisas visíveis. Estas foram feitas para nosso usufruto neste mundo sabendo a Quem com elas servimos. Deus pôs no coração do homem aquilo que o conecta com o verdadeiro propósito da vida: o conhecimento e o temor de Deus. Jesus disse em oração que a vida eterna é que os crentes conheçam a Deus, e a Jesus Cristo, a quem Deus enviou. E esse conhecer vem pela fé. Cremos, pois pela Palavra Deus fala a nós. De modo que, se crendo na Palavra conhecemos a Deus, pois Deus é a Verdade, a Sua Palavra é a Verdade.

Portanto, por mais que passemos por doenças, aflições ou experiências de dor ou morte, nenhuma dessas coisas são para nossa reprovação ou destruição. Tudo Deus fez para um fim proveitoso e maravilhoso que Ele ordenou a nosso respeito. Tudo isso, podemos viver e provar pela fé. Quem crê vê o poderoso braço de Deus agindo e cuidando de nós, a cada instante, em todo o tempo e ocasião. Assim, podemos provar do fortalecimento que vem de Cristo. Nele, somos mais que vencedores.

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