Evangelho

O justo viverá por fé

A desconfiança gera divisão. E a solução para a divisão é a entrega. A entrega, tida como sinônimo de fé, é a possibilitadora de uma real integração do indivíduo espedaçado pelo medo, pela angústia, pela ansiedade, e, sobretudo, pela religiosidade cega. É por isso que Habacuque encontrou, na Palavra, visão, consolo, força, vigor e exultação em Deus quando se viu totalmente nu e desprovido de qualquer capacidade de resistir a circunstâncias que não eram nada boas. A confiança preencheu o que a desconfiança havia tirado.

Agora, ao lembrarmos da clara definição que a Escritura dá acerca da fé (Hebreus 11:1), fica evidente que toda busca desenfreada, obstinada por materialização de um desejo, por melhor ou mais nobre que pareça, não é fé. Essa distorção tão comum hoje, cria um deus-gênio-servo pronto e sempre disponível para atender seu amo. Essa busca, nada mais é que falta de confiança naquilo que não se vê. Pois é evidente, que nenhum dos que deram bom testemunho não andaram nas suas próprias pegadas, nem se apegaram a garantias sensoriais mensuráveis como recompensas materiais, embora estas acompanhassem, não eram todavia, o sentido nem o propósito da fé que professavam. Embora a oração da fé levante o enfermo, não o é jamais pela força do autoconvencimento, senão da entrega pacífica.

Todos que viveram por fé deram testemunho da relação confiança-entrega que os ligava a Deus. E nessa relação, tudo o que se materializou se deu mediante o sacrifício-entrega-descanso. Foi por essa fé que os antigos deram bom testemunho, Abel ofereceu, José deu, Abraão entregou. Tudo o que receberam foi a promessa de Deus. Nenhum deles contemplou de perto, mas de longe “viram”, sem terem recebido a concretização.

É por isso que é impossível agradar a Deus sem fé. Pois a fé pressupõe confiança-entrega, não exige pressuposto material algum. Pois é evidente que toda busca por materialização de algo que se espera no aqui e agora distorce a fé, subverte a confiança e se torna uma mera barganha com mamom. É impossível confiar em dois caminhos, assim como é absurdo entrar por duas portas ao mesmo tempo. Não há mais contentamento com o bom testemunho de andar na presença de Deus em simplicidade. Confiar em Jesus se tornou mero amadorismo.

Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para nós; (Hebreus 11:39, 40a).

Num período da história onde o óbvio não está em alta, senão o inusitado, a conclusão é óbvia: Já que temos tantas testemunhas, vamos nos livrar de tudo o que atrapalha nossa corrida em direção a Jesus, autor e consumador da nossa fé.

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