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4 Coisas Pelas Quais Cristo Não Morreu

Cristãos têm uma resposta pronta para a pergunta: “Por que Jesus morreu?” As respostas geralmente são algo como estas linhas: “Jesus morreu para me salvar dos meus pecados. ” Muitas vezes, quando eu recebo respostas como estas, dá vontade de perguntar: “E…?” Eu não faço perguntas de acompanhamento só pra ser irritante. Eu faço isso porque muitos crentes professos genuinamente nunca pensaram nas razões e nas implicações da morte de Jesus na cruz. Infelizmente, muitos cristãos, quando pressionados por um argumento lógico sobre a morte expiatória de Cristo, não terão uma boa resposta.

E por causa da falta de clareza sobre a morte de Jesus, doutrinas enganosas se introduziram em nossas igrejas. As Escrituras foram distorcidas em clichês culturais e falsos ensinamentos sobre por que Cristo morreu, e o que foi realizado por sua morte.

Aqui estão quatro coisas pelas quais Jesus não morreu.

  1. Pelo Seu Sonho Americano

Jesus não morreu para torná-lo saudável, rico, seguro e confortável. Este pode ser o seu estado atual, mas não deixe isso te levar a pensar que é uma promessa. Deus abençoa aqueles que pertencem a ele — às vezes com conforto temporal, mas com disciplina espiritual, e às vezes com sofrimento temporal, mas florescimento espiritual.

A morte de Jesus significa que ele levou o seu pecado, em troca da justiça dele. Deus nos mostrou “a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef. 2:7). Estas são as únicas riquezas que você tem prometido nesta vida — a alegria e a paz que vem de saber que você tem um bom e amoroso Deus que te salvou ao custo infinito do seu Filho único.

  1. Para Ser o Garoto-Propaganda da Sua Causa

Liberal? Conservador? Ambientalista? “Homofóbico”?

O nome de Jesus tem sido usado por todos esses “ismos” e mais. É tão fácil tomar nossas próprias tradições, visões de mundo, e causas, colar o nome de Jesus sobre elas, e chamá-las de “cristã”. Jesus não é um republicano conservador. Jesus não é um democrata progressista. Jesus é Deus.

A morte de Jesus foi a inauguração de seu glorioso reino vindouro, e não um convite para usar seu nome e legitimar os nossos próprios pequenos reinos. Não me interpretem mal: Eu apoio causas sociais e políticas. Mas essas coisas não podem salvar. Elas não podem mudar os corações pecaminosos, elas não podem salvar da morte eterna, e afinal não podem oferecer nada além de uma vida melhor neste mundo passageiro.

Os cristãos têm uma mensagem suprema: o evangelho da morte expiatória de Jesus Cristo, sua ressurreição gloriosa e reino vindouro. Seja moldado por essa mensagem. Pregue e deixe que todo o resto venha em segundo lugar.

  1. Para Que Você Não Tivesse Que Mudar

Jesus morreu para que pudéssemos mudar. Sem sua morte, não há justificação diante de Deus. Não há vinda do Espírito Santo para curar nossas almas rebeldes e fazer dignos nossos pequenos atos de adoração. Sem Jesus estamos presos. Nós somos escravos de nossos próprios desejos pecaminosos e não poderíamos obedecer a Deus, mesmo se quiséssemos. E Deus tinha todo o direito de nos deixar desta forma. Mas ele não o fez.

Pela força de sua vontade amorosa, pela graça somente, ele enviou Cristo para assumir o nosso pecado. Este encontro com tal graça inimaginável vai mudar você.

Você ainda vai pecar? Sim, até o dia em que você morrer. Mas pelo poder do Espírito Santo, o crente cristão irá perseverar. Deus vai aumentar o seu amor por Ele e por seu povo, e começará a aniquilar seu amor pelo pecado e por si mesmo. A salvação é tanto uma recalibração radical, bem como, uma marcha lenta e constante, o que nos permite ser mais e mais semelhantes a Cristo a cada dia.

Graça não apenas nos salva, ela nos treina. Ela nos ensina a estar junto a Jesus contra o nosso pecado. Esta graça te traz ao arrependimento — não como uma criança forçada a comer seus legumes, mas como um escravo deixando cair suas correntes pela primeira vez.

  1. Para Meramente Elevar Seu Padrão Moral

Olhe para sua igreja. Quantas pessoas buscam moral ao invés de salvação? Quantos querem lei ao invés de graça?

Sabe qual o problema da graça? Não é um bem de consumo. Não é comercializável. A graça revela nossa falta de autonomia, a nossa total dependência de Deus e, portanto, pode ser pouco atraente para pessoas que querem acreditar que são totalmente autônomas e independentes. Você consegue pensar em qualquer coisa que não a América? (EUA).

No entanto, a graça é tudo que precisamos. Nossos religiosos corações farisaicos gritam para acrescentarmos nosso “fazer” ao “feito” de Jesus. Mas ele não precisa disso. De alguma forma temos nos enganado em acreditar que nossos currículos espirituais nos farão aceitáveis a Deus.

Nos sentimos confortáveis com um padrão moral que podemos atingir, e então, julgamos todos aqueles que não conseguem. Nosso orgulho e autojustiça são tão ofensivos a Deus quanto os pecados da prostituta e do cafetão. Pecados de um pastor são tão ofensivos quanto o viciado na fileira da frente. Ambos precisam de redenção encontrada ao pé da cruz.

Jesus não morreu para que pudéssemos alcançar o sonho americano, mas para que pudéssemos herdar as imensuráveis riquezas na presença de Deus por toda a eternidade.

Jesus não morreu para que pudéssemos criar nossos próprios pequenos reinos sociais/políticos nesta geração, mas para que possamos nos alegrar no reino por vir.

Jesus não morreu para que pudéssemos continuar pecando, mas, para que possamos ter o desejo de parar de pecar e glorificá-lo em tudo que fazemos.

Jesus não morreu para que pudéssemos acumular um currículo espiritual de boas obras, mas para que pudéssemos descansar em sua justiça enquanto obedecemos por amor e humildade.

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Texto adaptado a partir de Caleb Flores, traduzido por Leno Santana do site: thegospelcoalition.org. Você pode conferir o texto em inglês aqui.

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