Estudos Bíblicos

O que Significa ser Jesus “o Filho do Homem”?

A designação de Filho do Homem atribuída a Cristo e por Cristo possui na Escritura uma significação talvez mais obscura para nosso entendimento quanto aos seus demais nomes. Há dificuldades para compreendermos o motivo de Jesus ter usado este nome com referência a si mesmo. Ainda que Berkhof, citando G. Vos assume que Jesus assim o fez como forma de infundir sua messianidade à sua divindade, não há argumentos suficientes que definam mais clara e escrituristicamente esse parecer.

João Calvino, em sua obra pastorais, quanto a magnificência do mistério do Filho de Deus encarnado, declara que “aquele que se manifestou vestido de carne humana foi declarado ao mesmo tempo ser o Filho de Deus, de modo que a fragilidade da carne de forma alguma denegriu sua glória”. Sem dúvida, Calvino se refere à natureza do Redentor e o modo pelo qual ele é ao mesmo tempo cem por cento Deus e cem por cento homem.


O Filho do Homem alude à humanidade de Jesus, assim como Filho de Deus à sua divindade, sua representatividade e identificação com o novo Israel. É neste mesmo sentido que Héber Campos afirma que Jesus, na obra da redenção, necessitava ser verdadeiro homem; ideal, mas real; tentável, porém, não-pecável.

Há várias referências a Jesus chamando a si mesmo de homem e sendo chamado também (Jo.8:40; At.2:22; Rm.5:15). Os Evangelhos de Mateus (1:1-17) e Lucas (2:3:23-38) o inserem numa linhagem genealógica; a implicação, portanto, deste reconhecimento, nos leva a ênfase da verdadeira humanidade de Jesus. A própria expectativa judaica referia-se a vinda do profeta, sacerdote ou rei messiânico, um homem.

A veracidade do corpo físico de Jesus na concepção virginal, sujeição às características humanas, bem como a própria afirmação por parte dele quanto a participação de carne e sangue, trazem uma tonalidade mais evidente a esta designação de Filho do Homem. Referida cerca de oitenta vezes nos Evangelhos, fica patente “o fato de possuir ele um corpo genuíno”.

Portanto, o Filho do Homem, designa a Cristo como participante da natureza e das qualidades humanas, sujeito às fraquezas humanas. Diz ainda respeito a sua vida terrena, com seus sofrimentos a favor da humanidade e com sua exaltação e domínio sobre a humanidade. Porém, sem pecado (Hb. 4:15; 9:28; 1 Pe. 1:19).

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