Traduções

Céu, um Mundo de Amor – Jonathan Edwards

O Amor Bíblico e Seus Frutos – Exposição de 1 Coríntios 13

“O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado” (I Coríntios 13: 8-10).

3 – Os sujeitos do amor celestial.

Aqui estamos falando daqueles de onde o amor procede. O amor habita e reina em cada coração da trindade celestial. Ele começa com Deus, o Pai, que é a fonte de onde se origina todo o amor. Este amor procede dEle para o Filho, que é tanto o objeto como o sujeito do infinito amor. Ele é o Amado do Pai, a quem também ama de maneira perfeita. Este amor entre o Pai e o Filho é mutuamente santo; um amor puro e santo, onde a deidade se torna, por assim dizer, uma emoção infinita e imutável do amor.

Este amor transborda para todos os seres criados no céu. Todos os que estão em Cristo foram amados ainda antes da fundação do mundo, mas também se tornaram objeto deste amor, refletindo o amor de Deus assim como os planetas refletem a luz do sol. As únicas almas presentes no céu são aquelas que amam a Deus com um coração perfeito.

Todas as pessoas que fazem parte da gloriosa sociedade celestial estão sinceramente unidas em amor. O coração de Deus, dos homens, e dos anjos transborda deste amor. Cada pessoa vê a beleza do amor nos outros com plenitude de gozo. O amor é mútuo, pleno e eterno.

4 – O princípio do amor celestial.

Primeiro, a natureza deste amor é totalmente santa e divina. Muito do que agora chamamos amor, não passa de emoção carnal, e procede de princípios e motivos corruptos. Mas o amor celestial é espiritual, motivado por motivos e objetivos santos. O amor celestial é verdadeiro por causa do próprio Deus e das pessoas que se relacionam com Ele.

Segundo, o grau deste amor é perfeito. O amor de Deus é perfeito, e o amor daqueles que habitam no céu também o é, mas isso na medida de suas capacidades como criaturas. Não há orgulho ou egoísmo que impeça o amor celestial, nem inimizades, invejas ou desprezo. O amor pela benevolência será desfrutado ao contemplar a prosperidade de outros, assim como o amor pela complacência ao contemplar a beleza e perfeições alheias. Não haverá nenhum santo triste por outro ser exaltado acima dele em santidade, ou em ser mais amado pelos demais, pois se regozijará com eles com amor benevolente. Todo homem estará plenamente satisfeito com Deus e com a sua própria medida de glória. O mais glorioso será o mais humilde, e assim o orgulho não terá lugar. O de menor glória não terá inveja dos demais, pois aqueles que estiverem acima dele, na verdade, serão os mais humildes. Com o perfeito amor reinando em cada alma, simplesmente não haverá qualquer tipo de disputa ou guerra no céu.

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