Traduções

Céu, um Mundo de Amor – Jonathan Edwards

O Amor Bíblico E Seus Frutos – Exposição de I Coríntios 13

“O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado” (I Coríntios 13: 8-10).

5 – As maneiras como o amor é exercitado no céu.

5.1 – Ele é mútuo. O amor busca um retorno e no céu ele será plenamente satisfeito, sem qualquer tipo de desprezo. O amor de Deus no céu nos satisfará mais do que ocorre hoje em nossa presente condição. O Seu amor para conosco, propriamente falando, não é um retorno ou recompensa, pois foi Ele que nos amou primeiro. No entanto, a visão do Seu amor irá nos encher de alegria, admiração, e amor por Ele. Por isso Ele diz: Eu amo os que me amam (Provérbios 8:17). Além disso, o amor entre os santos será sempre recíproco.

5.2 – Ele não poderá ser interrompido pelo ciúme. O amor será tão sincero que ninguém temerá a lisonja ou hipocrisia. Será como uma janela aberta em cada peito, de modo que o coração poderá ser visto por inteiro. Todos serão conhecidos por aquilo que realmente são. Não haverá suspeitas nem temores deste amor vir a enfraquecer. Os santos saberão que o amor de Deus continuará sem nenhuma mudança ou sombra de variação.

5.3 – Ele não poderá ser prejudicado por qualquer coisa interna da parte dos santos. Nesta terra, muitas coisas impedem este amor, incluindo o nosso corpo, que limita as nossas expressões de amor por causa da suas próprias limitações e exigências. Mas no céu não haverá fraquezas ou mal-entendidos. Seremos perfeitamente libertos para expressar o nosso amor.

5.4 – Ele será expresso em perfeita sabedoria e decência. Algumas vezes, aqui na terra, o amor é obscurecido por alguém que o expressa de maneira indiscreta e inconveniente. Mas no céu, o amor será expresso em perfeita sabedoria e discrição.

5.5 – Ele não poderá ser prejudicado por qualquer fator externo aos habitantes do céu. Não haverá distância, mal-entendidos, e nem desuniões. Mas todos serão unidos num mesmo interesse de servir e glorificar o mesmo Deus.

5.6 – Ele unirá a todos em um relacionamento íntimo e afetuoso. Cada habitante será um filho de Deus, e todos irão se relacionar como irmãos. Haverá uma só família no céu, ou seja, a família de Deus.

5.7 – Ele irá operar em todos como propriedade mútua e particular. O amor anseia por propriedade. A linguagem do amor é: O meu amado é meu, e eu sou dele (Cantares 2:16). Seremos o particular tesouro de Deus, e Ele será a nossa herança e porção, de acordo com a Sua aliança da graça. Além disso, se os santos pertencem uma ao outro agora, quanto mais quando estiverem glorificados! Mas a si mesmos se deram primeiramente ao SENHOR, e depois a nós, pela vontade de Deus (II Coríntios 8:5).

5.8 – Ele será desfrutado em perfeita e ininterrupta prosperidade. Na terra, a adversidade, pobreza e aflição, frequentemente prejudicam o amor, por afligirem a nós mesmos ou aos outros. Mas no céu, reinaremos eternamente como reis e sacerdotes para Deus, herdando todas as coisas. Desfrutaremos não somente da nossa prosperidade, mas também da de outros, pois compartilharemos de suas alegrias. Ficaremos tão felizes com a alegria de outros como se ela fosse pessoalmente nossa.

5.9 – Ele será promovido pelo trabalho em comum de todas as coisas. Tudo no céu culmina numa fonte de prazer. Tudo conspira a nosso favor e vantagem. Não há divisões. As distinções insignificantes deste mundo não farão parte dos traços da sociedade celestial, mas tudo será delineado igualmente pela santidade e pelo santo amor. O céu será um jardim de prazeres, onde todas as coisas apontam para Deus, que será a luz de tudo. E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada (Apocalipse 21:23).

5.10 – Ele será desfrutado com a consciência de que é eterno. Nenhuma mudança ocorrerá ali, a menos que seja para melhor. Nem o amor nem os objetos dele envelhecerão ou se desgastarão. Tudo florescerá numa imortal e fresca jovialidade. Os prazeres do céu serão como o desabrochar perpétuo da primavera em nossas almas, como um rio que flui incessante e abundantemente, como as flores de uma eterna primavera, que nunca murcham. As árvores do céu produzem fruto a cada mês (Apocalipse 22:2). Não haverá noite que obscureça a eternidade na luz.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s