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O Não-Povo-de-Deus

Texto: 1 Reis 12-13

Os pecados de um homem podem fazer ruir uma nação inteira. Por medo de perder o reino e a vida, Jeroboão tomou atitudes desastrosas, ignorando a palavra de Deus. Como rei, ignorou os mandamentos de Deus e tentou se apoiar em sua própria força. Os resultados foram desastrosos para todos. Jeroboão era um líder inseguro e espiritualmente fraco. Mas ao invés de se voltar para o Senhor, buscou impor sua própria política religiosa abominável. Ele estava tentando perpetuar seu reino fazendo partido por costumes contrários à vontade do Senhor. Ele fez dois bezerros e pôs um em Betel, a apenas cerca de 20 km ao norte de Jerusalém, e outro em Dã, no extremo norte de Israel (1 Rs. 12:28-29). Expulsou os sacerdotes e levitas do Senhor, que vão para Judá e Jerusalém, e nomeou sacerdotes do meio do povo, que não eram levitas (2 Cr. 11:13-15) sobre os santuários dos altos por todo o Israel (1 Rs. 12:31). Estabeleceu uma festa um mês depois da festa que o Senhor havia determinado (1 Rs. 12:32), a festa dos tabernáculos, forçando assim o povo a escolher apenas uma delas. E, é então, em meio a essa comemoração que Jeroboão havia ordenado em Betel, que se dá a repreensão do Senhor em 1 Reis 13:1-10.

O pecado de Jeroboão teve princípio na rejeição da Palavra do Senhor. Isto o deixou cego e obstinado, o que o levou a criar rivalidade entre os reinos, principalmente com relação ao lugar de adoração: Jerusalém de Judá ou Betel em Israel, e resistência à palavra de Deus.

Quando Abias, rei de Judá subiu ao trono, confrontou Jeroboão e todo o Israel, que estavam prontos para guerrear contra seus irmãos. Com o dobro de homens a frente e uma emboscada por trás, Deus derrotou Jeroboão e Israel diante de Abias e Judá (2 Cr. 13:15). Por fim, Jeroboão nunca mais voltou a ter relevância e pereceu.

Ele tinha uma tradição para usar como argumento, e ninguém pareceu se importar. Tinha lugares de culto por onde os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó passaram deixando um marco da vida de fé que tiveram na relação pactual com o senhor: Betel e Siquém. Estas cidades foram constituídas por ele como lugar de adoração pagã e idólatra. Vale destacar os pecados que não somente ele pecou, mas todo o Israel:

  1. Usou de precedentes na história de Israel para deturpar o culto ao Senhor. Introduziu o bezerro de ouro e levantou altares a seu próprio gosto em Dã e em Betel. O problema é que Deus reprovou duramente isso duas vezes na história;
  2. O lugar de adoração era o Templo, a Casa de Deus, em Jerusalém devidamente aprovado e ordenado pelo Senhor. Mas Jeroboão (talvez sob um pretexto de mais alta espiritualidade) rejeitou esse lugar e retomou lugares antigos de seus antepassados. Estabeleceu Siquém como capital, onde Abraão edificou um altar e viu o Senhor depois que saiu de Ur e chegou a Canaã (Gn. 12:6,7). Depois, Jeroboão instituiu Betel (casa de Deus) como lugar de adoração (além do altar de Dã), onde não só Abraão levantou um altar no passado, mas também Jacó (Gn. 12:8; 28:10-22);
  3. Os sacerdotes do Senhor e os levitas foram expulsos, e Jeroboão escolheu sua própria liderança que não eram autorizados pelo Deus de Israel. Qualquer um que tivesse disposição e condições materiais poderia ser nomeado sacerdote para Jeroboão (1 Rs. 12:31,32). O resultado foi que líderes desqualificados e sem nenhum preparo – muito menos segundo as exigências do Senhor – se tornaram o referencial do reino do Norte;
  4. Mudou a festa dos Tabernáculos que ocorria para todo o povo no mês sete para o mês oito, a seu bel-prazer, e ele mesmo foi até o altar para oferecer incenso, coisa que somente o sacerdote do Senhor estava habilitado para fazer (1 Rs. 12:33).

Deus daria a Jeroboão uma dinastia duradoura se ele obedecesse a Lei do Senhor. Ele tinha a Lei, os sacerdotes e os profetas do Senhor para ouvir e endireitar seus caminhos. No entanto, ele abandonou ao Senhor e seu pecado se tornou proverbial em Israel, e muitos de seus descendentes e sucessores repetiram seus pecados. A nação ficou com marcas profundas que somente o exílio assírio poderia tratar.

Com base nisso podemos ter lições muito relevantes e sérias a serem observadas:

1-    Jamais substituir o ensino da Palavra de Deus por qualquer prática que seja, por mais espiritual e obediente que possa parecer, por mais influente que seja a autoridade que ordena. Ir contra a Palavra de Deus nunca é uma opção válida.

2-    A maneira de cultuar a Deus foi estabelecida e ordenada por ele em sua Palavra. Mesmo que algum elemento, prática ou símbolo tenham precedentes na Escritura, se Deus não ordenou então não deve fazer parte do culto.

3-    Não é porque Deus escolheu alguém para algum ofício específico que devemos achar que temos carta branca para fazer qualquer coisa. Não somos chamados para fazer o que achamos, nem o que é melhor ou mais conveniente, mas o que Deus ordenou.

4-   Estratégias (ou políticas) para segurar as pessoas na igreja nunca foram uma ordenação de Deus ou aprovadas por ele. Deus mandou aos pastores que preguem a palavra e pastoreiem seu rebanho (Atos 20:28) o que passar disso é presunção. Cuidado com falsos pastores e falsos mestres!

Por fim, é possível: ser o povo de Deus (descendência) mas não ter a Palavra de Deus no coração; estar na “casa de Deus”, mas não o adorar em espírito e em verdade, tendo em vista o que ele aprova ou reprova; ter um líder escolhido por Deus, mas continuar como cegos guiados por cegos rumo ao barranco. Se o povo de Deus não se deixa guiar por Deus, acaba se tornando motejo, pecado e objeto de vergonha para toda uma nação e várias gerações.

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