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Uma Razão para Viver

Naturalmente todo ser humano tem em si a urgência de buscar e encontrar uma razão para viver. De certa forma, é o que nos move e nos motiva a querer permanecer vivos e levar nossa vida adiante. E isso é tão intenso que sobrepuja mesmo a certeza de que nossa vida é curta, a vida é como uma fina linha sob o fio da navalha. A morte é uma certeza inegável, mas ainda assim aquilo que em nós urge por uma razão que esteja além disso parece mais forte.
Em busca de uma razão muitas pessoas deixaram suas histórias escritas e deixadas para a humanidade. Mesmo quando isso foi feito usando a razão pela razão, como o fizeram os gregos, ou ainda que o verdadeiro propósito buscado não tenha sido realizado.
Uma razão se pauta principalmente sobre aquilo que compreendemos sobre o mundo, a respeito de nós e do outro. Daí haver também uma variedade infinita de visões de mundo, cada uma caracterizando uma razão pessoal de pensar e viver, de mover nossos esforços e motivações.
O problema é que esse aspecto multifacetado acaba produzindo choque entre as diferentes razões para existir que cada indivíduo possui. Há os que defendem uma maneira naturalista, há os que veem razão no crime e na transgressão. Há pessoas que buscam uma razão para viver em seus trabalhos, seus prazeres, no dinheiro, na realização pessoal, na religião, na implantação do bem, pelo equilíbrio ecológico, etc.
O que tantas razões têm em comum é que elas são geralmente baseadas em um pensamento, uma filosofia de vida. Até mesmo as religiões em geral precisam de uma linha racional. E geralmente essa razão é baseada no pensamento do homem, e reflete diretamente as contingências do meio. Para a razão nazista a seleção natural da raça ariana como mais forte se impões sobre aquelas que por eles são consideradas inferiores. Há quem defenda essa ideologia, mas há quem a abomine. Assim sucede com todas as demais, mesmo que em níveis mais baixos.
É nesse ponto que o Evangelho de Jesus se diferencia de todas as propostas filosóficas e razões humanas. Primeiro porque o Evangelho é a única razão que tem como forma mais abrangente a afirmação de um único caminho de vida comum a todos os seres humanos em toda parte e em toda época. E não só isso, mas também preenche todas as necessidades do ser humano na busca por uma razão que realmente satisfaça e seja praticável.
É inegável que apesar das distorções que o cristianismo histórico deixou na carreira humana, o cerne do Evangelho continua o mesmo e até bem diferente daquilo que muitos chamam de confissão cristã. Quem realmente se volta para o ensino do Evangelho pregado por Jesus Cristo verá que tudo o que ele disse e fez esteve relacionado com sua forma de amar as pessoas indistintamente.
Em segundo lugar, e mais importante, o Evangelho se diferencia das demais razões humanas porque não se baseia meramente em um raciocínio ou opinião pessoal, mas em uma pessoa, que é Jesus. Não só isso, o Evangelho de Jesus está muito acima das religiões, nem mesmo deveria ser considerado uma, a não ser a religião do Éden. As religiões humanas se baseiam em pensamentos de homens que permanecem mortos. Mas o Evangelho possui a insofismável afirmação de que Cristo vive.
Do ponto de vista humano, Jesus tem em si a plenitude daquilo que ele mesmo deu testemunho e da realidade do que pregava encarnado em sua vida. Jesus afirmou ser o Filho de Deus e isso significa que ele mesmo é Deus, o Filho. Afirmou várias vezes que seria morto, mas que também ressurgiria dos mortos. Nenhum outro jamais fez tais asseverações e as manteve como Jesus o fez. Ele é a única pessoa que reúne em si coerentemente pensamento e vida.
Daí João afirmar aos gregos que Jesus Cristo é a Razão, o Verbo de Deus que é Deus. Ele é a Razão que veio ao mundo em pessoa. É dentro desta perspectiva que o próprio João registrou a afirmação de Jesus que disse: “Eu sou a luz do mundo”.
Por isso, o Evangelho não se constitui em uma reles forma de pensar o mundo, é a razão de viver que está referenciada em toda plenitude da divindade de Jesus. Isto é, Jesus é a Razão pela qual todo ser humano vive. Sem ele não há outro caminho que realmente conduza o homem a uma compreensão adequada do propósito de sua própria existência e de sua morte. Jesus é a Razão em pessoa. E é surpreendente para nós que Deus tenha escolhido que a razão nossa de viver fosse um referencial humano, fosse alguém tentável, passível dos mesmos sofrimentos e aflições que todo ser humano em todo canto e em toda época vive e viveu em toda a existência humana.
Olhando de maneira cética poderíamos até pensar que seria algo absurdo estabelecer ao mesmo tempo um padrão tão fraco e tão poderoso. Posto que o mundo inteiro nos parece apoiado sobre uma figura humana oriunda de uma terra pequena e desprezível. É como apoiar toda a estrutura do globo terrestre sobre a ponta de um alfinete.
Jesus é a razão que se tornou palpável a nós, tangível, pois por ele temos acesso à verdadeira vida. Pela sua fraqueza nós somos feitos fortes, pelas suas feridas nós fomos sarados. E Deus pôs sobre ele todas as nossas inconsistências e sob ele a nossa esperança. Para que justamente ninguém viesse a confiar em si mesmo, mas unicamente no poder que vem de sua cruz.

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