Evangelho

Semear, um exercício da fé

O Poder Oculto do Evangelho – Marcos 4:26-29

Disse [Jesus] ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como. A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.

Semear é um exercício da fé

O Evangelho é um poder misterioso intrínseco à Palavra de Deus. Um singelo início reserva no tempo determinado um final glorioso. É assim que o Reino de Deus se manifesta no mundo, isto é, nas pessoas.

Superficialmente, nada parece estar acontecendo. Mas em oculto todo o trabalho é realizado. Apesar de qualquer esforço que o homem possa fazer (Eclesiastes 11:6; 1 Coríntios 3:6,7): o crescimento vem de Deus. O homem tem o seu papel restrito a um trabalho que, afinal, é um trabalho da fé.

Semear é um exercício de paciência

Por isso, semear é também um exercício de paciência. O processo ordenado por Deus para a germinação, crescimento e frutificação não precisa da intervenção humana em suas etapas (Isaías 55:10,11). O homem só observa e espera o crescimento depois de haver semeado. Ele nem mesmo é tomado de apreensões e preocupações, pois o crescimento não depende de si. Para tanto, ele aguarda pacientemente o processo ser levado a cabo.

O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como.

Se o verdadeiro crescimento do Reino de Deus dependesse da ação humana seria um grande desastre.

Semear nunca é algo vão

E embora observemos o processo, não podemos explicar porque uma semente morre e gera vida, mas sabemos que a terra por si mesma frutifica. Contudo, isso não torna o trabalho vão. Pelo contrário, quem semeia crê que em breve surgirá a planta, o fruto e enfim o tempo da colheita (1 Coríntios 15:58).

É a partir da Palavra semeada nos corações que Deus opera. O crescimento, a frutificação e a ceifa são uma glória que pertencem unicamente a Deus. A glória do homem é semear.

Crescimento como negócio

Como semeadores que sabem não ter um trabalho vão, aguardamos crescimento. Só que intervir pode colocar todo o processo a perder. É por isso que métodos de crescimento de igrejas não podem ser vistos como naturais. Ao invés disso devem ser vistos como algo nocivo e estranho ao Evangelho. Nosso papel é semear, não produzir crescimento.

Mas as demandas da vida urbana influenciam a mente de líderes cristãos mais do que gostariam de admitir. A tentação de fazer da igreja um negócio glorioso é grande. E o resultado de assumir um trabalho qual não lhe diz respeito pode ser desastroso.

Crescimento como heresia

Essa tentação distorce a compreensão do Reino de Deus e perverte o Evangelho. Números não mensuram o crescimento espiritual. Tais líderes facilmente esquecem que, quanto ao Evangelho, para nós não há um negócio de crescimento, mas apenas de semear. O negócio de crescimento pertence a Deus.

Líderes sem um real interesse ou paciência de visitar um campo e ver o verdadeiro crescimento do Evangelho que Deus opera no coração de pessoas regeneradas acabam por tornar-se uma ameaça. Esse tipo de filosofia e comportamento nocivos – e mesmo arrogantes – não refletem o que o Novo Testamento ensina sobre a natureza do Reino.

Crescimento do Evangelho

Jesus disse que o Reino dos céus está dentro [ou no meio] de nós, que ele não tem visível aparência. Paulo disse que o Evangelho pregado a nós é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Deste modo, o Evangelho somente é conferido vida a vida, dia a dia, de glória em glória, de fé em fé. Afinal, o crescimento do Evangelho é um crescimento na graça, na sua compreensão e apropriação. Pois o poder e a salvação pertencem a Deus, não obstante ele haver ordenado nos salvar pela loucura da pregação (1 Coríntios 1:21).

Semear é preciso

Confundir o papel do semeador com o papel de Deus é um engodo. Ensinar metodologias heréticas e dissuadir cristãos do trabalho de semeadores para um que não lhes compete é um desserviço ao Reino e um dano à Igreja de Deus.

Portanto, o crescimento do Evangelho jamais será identificado com o número de pessoas frequentando um determinado local, região ou país. Ele só pode ser contemplado pela fé, pelo exercício da paciência e pelo cultivo da obediência ao Senhor. Temos nosso papel no processo, mas a glória do crescimento pertence a Deus. Semear nunca é vão, é nossa maior glória.

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